ASSOCIAÇÃO
Palavras do Diretor Vice-Presidente, William Andó

Segundo o diretor vice-presidente da Abradibi, "a dificuldade na obtenção de crédito, aliás, é uma das conseqüências da crise que mais afligem o lojista de bicicletas"

William Andó, é diretor vice-presidente da Abradibi

"Em abril, no dia 18, celebrou-se o Dia Mundial da Bicicleta. No Brasil, a data coincidiu com o primeiro dia após a votação do impeachment na Câmara, o que só contribuiu para a data não ter alcançado muita repercussão por aqui. Afinal, os números do setor não nos dão motivo para comemorar.
As estimativas da Abradibi para este ano são de retração no mercado de bicicletas no Brasil. Os números acompanham a previsão geral para o varejo. A Federação do Comércio de São Paulo, por exemplo, fez uma projeção nada otimista para maio. Segundo a entidade, as vendas no varejo, que já não estavam muito boas, vão cair 6% neste mês, em relação a maio 2015, mesmo considerando o consumo voltado para o Dia das Mães. A queda no comércio como um todo foi de 7,1% no primeiro trimestre, de acordo com o birô de crédito Boa Vista SCPC.
A dificuldade na obtenção de crédito, aliás, é uma das conseqüências da crise que mais afligem o lojista de bicicletas.
Para o economista Flávio Calife, da Boa Vista SCPC, o mercado puxou o freio. Em sua análise, a atividade econômica brasileira deverá enfrentar mais um ano de recessão, com impacto sobre o consumo e o mercado de trabalho. Os juros e a inflação deverão permanecer em patamares elevados.
Um fator impeditivo de melhor competitividade é a manutenção de pneus e câmaras na sistemática de substituição tributária do ICMS. A Abradibi, juntamente com outras entidades do setor, empenha esforços junto às secretarias de fazenda estaduais para reverter esta decisão do CONFAZ.
O conjunto dessa e outras reduções da carga tributária seria um alívio para o varejo e toda a cadeia que se beneficia com as aquisições de bikes no país.
Da forma como está, o setor deve, no entanto, encolher mais uma vez, deixando o Brasil na contramão da modernidade, já que a bicicleta é celebrada hoje, mundialmente, como o veículo mais associado à mobilidade urbana e sustentabilidade."

PRODUÇÃO E VENDAS DE BICICLETAS CAEM NO PAÍS
A produção de bicicletas no Brasil atingiu 3,5 milhões de unidades no ano passado, o que correspondeu a uma queda de 34% em relação a 2008 (5,3 milhões de peças), o melhor ano de vendas para o setor, de acordo com a Abraciclo. Para a diretoria da entidade, a expectativa é de que o patamar de 3,5 milhões de unidades se mantenha em 2016.
Na avaliação da Abradibi, é até provável que as vendas registrem queda de 10% a 15%. "As vendas no varejo caíram. Tem muitas lojas pedindo prorrogação de prazo de pagamento para as distribuidoras porque estão com dificuldade de acesso a crédito", afirma Isacco Douek, presidente do conselho da Abradibi.

PRESIDENTE DA CBC E MINISTRO DO ESPORTE PRESTIGIAM INAUGURAÇÃO DE VELÓDROMO
O presidente da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcelos, e o Ministro dos Esportes, Ricardo Leyser, estiveram presentes na cerimônia oficial de abertura do Velódromo Municipal Joaraci Mariano de Barros, em Indaiatuba, no último mês de abril. "Esperamos que essa nova ferramenta não apenas fomente o interesse de novos praticantes do ciclismo, como também seja sede de grandes eventos nacionais e quem sabe internacionais", afirma Vasconcellos.

José Luiz Vasconcelos, presidente da CBC e o Ministro dos Esportes, Ricardo Leyser, durante a cerimônia oficial de abertura do Velódromo em Indaiatuba

A obra do Centro de Formação de Atletas de Alto Rendimento – Ciclismo do Velódromo de Indaiatuba foi finalizada em sua segunda fase do recebeu investimento de R$ 4.629.571,92, sendo R$ 4.259.206,17 de convênio com o Governo Federal. Assim como a pista, que foi a primeira etapa da obra, o projeto foi da Secretaria de Planejamento Urbano e Engenharia.
O prédio do Bloco I conta com dois pavimentos que somam 1.146,62m² de área construída, onde foram construídos 10 boxes para ciclistas com banheiros, além de ambulatório, sala de imprensa, administração, rack para som e vídeo, cozinha, despensa, refeitório e terraço.
No Bloco II está a arquibancada, que tem capacidade para um público aproximado de 1.000 pessoas. Esse bloco ocupa uma área de 873,40m², e é nele que também foi construída uma lanchonete, sala de apoio, sala de segurança, ambulatório, pátio, sanitários masculinos, femininos e acessíveis, além de depósitos.
A construção do Centro de Formação de Atletas de Alto Rendimento foi iniciada em julho do ano passado, logo após a conclusão das obras de construção da pista. Localizado na Rua Miguel Domingues, no Jardim Regina, o Velódromo conta com uma pista de 250 metros lineares, onde foram investidos R$ 1.322.992,26, sendo R$ 975 mil também provenientes de convênio firmado com o Ministério de Esportes.
Projetado dentro dos padrões internacionais, o espaço cumpre as exigências da UCI (Union Cycliste Internationale) para receber eventos internacionais de ciclismo. "O Velódromo de Indaiatuba é um dos poucos que atendem as exigências da UCI e, por isso, devemos trazer grandes competições para a cidade", conclui o secretário de Engenharia, Sandro de Almeida Lopes Coral.

Velódromo de Indaiatuba pode receber eventos internacionais da modalidade



 

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