ASSOCIAÇÃO

"Com a queda acentuada do PIB, a bicicleta não conseguiu sair ilesa"


Tarciano Souza, presidente a Abradibi, analisa o mercado brasileiro de bicicletas e expõe as dificuldades do comércio e acredita que a queda da inflação seja o início para que os salários recuperem o poder de compra. Confira nesta entrevista exclusiva concedida à revista Bicycle.

Tarciano Araújo Souza – presidente da Abradibi


Revista Bicycle - Como o senhor avalia o atual momento da bicicleta?
Tarciano Souza - O Brasil tem passado nestes últimos meses por uma queda acentuada do PIB e isto afetou todos os setores econômicos do país e não seria diferente no setor de bicicletas.
A bicicleta não conseguiu passar ilesa a estes problemas econômicos. A queda no comércio tornou os custos mais relevantes para muitos dos players, e como exemplo é importante olhar para os problemas enfrentados pelos varejistas que mesmo em um momento de crise e de redução de pessoal, muitos lojistas enfrentam dificuldades para encontrar mão de obra especializada, um bom serviço faz a diferença e atrai o consumidor.
Recentemente, alguns poucos setores do país deram um pequeno sinal de melhora, esperamos que isso reflita rapidamente no mercado de bicicletas, é certo que os modelos mais sofisticados sofrerão por um tempo maior a queda nas vendas, mas modelos mais acessíveis e peças de reposição moverão o mercado

Revista Bicycle - Quais os principais desafios encontrados pelo mercado de bicicletas brasileiro?
Tarciano Souza - É importante apontar que no mundo todo o setor está atravessando um momento que gera reflexão, com alguns grandes grupos produtores tendo pequenas quedas de receita e outros fazendo cortes de pessoal, além disso, na América do Norte há muito distribuidor estocado. No mundo todo há um grande desafio para o setor, e cada vez mais se aponta a nichos de mercado com novidades ou como é o caso da Europa com o crescimento da comercialização das bicicletas elétricas. O importante é termos um equilíbrio cambial e uma política econômica que traga tranquilidade. Talvez o momento mais duro da crise já tenha passado, e quem soube buscar soluções ou adaptar a sua empresa poderá sair à frente.

Revista Bicycle - Quais as principais demandas da Abradibi e quais suas as contribuições para a volta do crescimento do mercado de bicicletas?
Tarciano Souza - A ABRADIBI está sempre atenta aos acontecimentos ligados ao setor das bicicletas, sempre defendendo o livre comércio e a concorrência leal sem que haja qualquer situação impeditiva para que o consumidor tenha o produto ao seu alcance.
Muitas de nossas lutas vão de encontro à novas políticas governamentais, um bom sinal é que as autoridades estão mais receptivas a propostas e informações pertinentes ao nosso setor.

Revista Bicycle - No aspecto econômico, com a queda no câmbio, e a possibilidade da queda da inflação também, o senhor acredita que ainda teremos uma reação no mercado de bicicletas?
Tarciano Souza - A estabilização do câmbio e a queda da inflação é um início para que os salários recuperem o poder de compra, só a partir daí poderemos falar em crescimento real e de uma reação do mercado. Atravessamos um momento que tem exigido de todos muita habilidade nas negociações com fornecedores e clientes, como todos os setores dependemos da estabilidade político-econômica do país; se os sinais que muitos economistas apontam se concretizarem teremos uma reação positiva, mas será de forma gradual o que exige ainda mais fôlego de todos os envolvidos.

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