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 Jun 25

Bicicletas de entrada tem crescimento durante a pandemia, revela pesquisa da Aliança Bike


Levantamento realizado pela Aliança Bike apenas com empresas associadas aponta que bicicletas para uso na cidade, entre R$ 800 e R$ 3 mil, impulsionaram este crescimento das vendas

O começo da pandemia do coronavírus do Brasil foi fortemente sentido também pelo mercado brasileiro de bicicletas, com queda de até 70% no faturamento das lojas no setor. No último mês de maio, porém, o Brasil vem seguindo uma tendência mundial de alta das bicicletas: levantamento realizado pela Aliança Bike apontou que houve um aumento médio de 50% no número de vendas no último mês de maio, em comparação com o mesmo período no ano passado. 

Os dados, fruto de uma pesquisa com 35 associados da entidade, são reflexo de uma alteração na dinâmica de vida da população, por conta do impacto da quarentena e de tudo o que vem dela. Acompanhando uma tendência em todo mundo, na retomada, aos poucos, das atividades, as pessoas acabam procurando um meio de transporte seguro o suficiente para manter o distanciamento e as práticas indicadas pela OMS (Organização Mundial de Saúde).

"O que se pode concluir deste levantamento é que a pandemia e o processo de saída dela estão oportunizando, ao mercado de bicicletas, acesso a um público novo, que está buscando uma nova forma de se locomover. Tanto para fugir das aglomerações no transporte público quanto do alto custo e do estresse de se deslocar de carro", comenta Giancarlo Clini, presidente da Aliança Bike.

Considerando que entre 15 de março e 15 de abril deste ano as lojas tiveram uma queda média entre 50 e 70% no faturamento, apesar de ser uma pequena amostragem, este novo levantamento aponta que o mercado brasileiro de bicicletas está em recuperação ? o aumento atual da demanda, inclusive, já superou as perdas do início da quarentena.

"É um momento diferente e até melhor do que Black Friday e Natal, porque tem uma relação de conscientização. Considero como um novo momento para o mercado, as pessoas estão com sede de bicicleta. Tenho loja há 28 anos e nunca trabalhei de uma maneira tão intensa como estamos trabalhando: da hora que abre até a loja fechar, é telefone tocando o tempo todo e pessoas querendo comprar", comenta Marcos Nascimento, ex-atleta profissional e sócio da Bike North, localizada na zona norte de São Paulo-SP.

Bicicletas mais procuradas 

De acordo com o levantamento realizado pela Aliança Bike, os modelos mais procurados, e que motivaram este crescimento de 50% nas vendas, são das chamadas bicicletas de entrada. São bikes entre R$ 800 e R$ 3.000 e que servem para deslocamentos urbano, para uso na cidade. Nesta pesquisa, foram consideradas apenas vendas nas lojas de bicicleta físicas e em e-commerces, já que os grandes magazines estavam fechados no momento do levantamento. 

As bicicletas com valores superiores aos R$ 3.000 não apresentaram aumento na demanda. O levantamento também contempla as bicicletas elétricas, que mantêm tendência similar às bicicletas tradicionais: o aumento foi de 60% em relação a bikes de até R$ 3.000, mas nos modelos acima desta faixa ainda não foi identificado um aumento de demanda ou nas vendas.


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da Redação

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